As inúmeras aplicações da Microaspersão

Climatização com aspersão: Alta ou baixa pressão? Saiba as diferenças entre eles!

janeiro 30, 2019
Tempo de leitura 7 min

Quando o assunto é climatização, o mercado costuma oferecer uma gama enorme de produtos, mas que nem sempre cumprem o que prometem. Essa confusão é potencializada pelo desconhecimento dos equipamentos de aspersão de alta e baixa pressão, que desempenham funções e têm aplicações diferentes. 

Se você é produtor de eventos, ou precisa criar um microclima ideal para sua indústria ou comércio, deve ficar muito atento a isso para escapar de algumas furadas e/ou decepcionar seus clientes.

Neste post, vamos explicar as principais diferenças entre eles, suas funcionalidades e objetivos, para que você acerte ao escolher o equipamento para climatização e não tenha nenhum tipo de dor de cabeça. 

Entenda o que é um equipamento de microaspersão

É considerado um equipamento de microaspersão aquele que produz micropartículas de água em alta pressão e que, em contato com o ar ambiente, evapora rápida e completamente. Para seu funcionamento, são utilizados um módulo de pressão (bomba) e um temporizador, que ficam em local técnico. Eles acionam a névoa automaticamente conforme parâmetros desejados e têm como função refrescar e melhorar a qualidade do ar sem o inconveniente de molhar o ambiente.

Esses equipamentos são apresentados em dois formatos principais: linhas de microaspersão e ventiladores com microaspersores, mais conhecidos no mercado como ‘aspersores’, aqueles que soltam água.

As linhas de microaspersão são extremamente versáteis, podendo ser adaptadas a todos os tipos de estruturas, inclusive embutidas em infláveis personalizados e/ou peças cenográficas. São ideais para indústrias, galpões e pavilhões que precisam climatizar grandes áreas de forma homogênea, efetiva e viável. 

Os ventiladores com microaspersão, por outro lado, oscilantes, além de trazerem o frescor que a microaspersão proporciona, ainda ajudam no deslocamento do ar em ambientes em que o calor é muito intenso e a renovação de ar precisa de ajuda.

A microaspersão permite, além da climatização de ambientes, a produção de efeitos sensitivos e cenográficos, o controle de odores, o controle de umidade relativa do ar, o assentamento de particulados em suspensão, entre outras aplicações

Trata-se de um processo sustentável e, para sua instalação, não é necessária nenhuma mudança estrutural no local. Basta apenas ser ligado em água (torneira comum) e energia. 

Veja as principais diferenças entre os sistemas de microaspersão (alta pressão) e os climatizadores (baixa pressão)

A principal diferença entre os sistemas de microaspersão e os climatizadores é que, enquanto o primeiro trabalha em alta pressão, os segundos trabalham em baixa. Isso significa que a névoa emitida em alta pressão (a partir de 800 psi ou 56 bar) é “estourada” em micropartículas.

Essas, em contato com o ambiente, evaporam rapidamente, roubando calor do ar e criando sensação de frescor, como se estivéssemos ao lado de uma cachoeira. Para que esse efeito seja possível, é imprescindível a utilização de um módulo de pressão que atomiza essa água e que, por sua vez, é aspergida no ar por meio de microaspersores de precisão em forma de névoa. 

Esses microaspersores (bicos que aspergem a água atomizada), disponíveis em diversas opções de vazões, além de direcionarem a névoa e permitirem uma melhor distribuição dela no ambiente, são acionados por meio de um painel temporizador podendo ser regulados conforme a temperatura, a umidade e considerando a renovação do ar presentes no ambiente.

O acionamento da névoa pode ser programado e reprogramado a qualquer momento, o que permite seu uso de forma contínua ou intermitente, garantindo a climatização refrescante e eficaz, e evitando, inclusive, o desperdício de água e qualquer eventual excesso de umidade no ambiente. Uma observação importante é que o sistema de alta pressão se conecta diretamente a uma torneira comum, impedindo que a água utilizada tenha qualquer contato com o ar ambiente durante o processo.

A água passa também por filtros retentores de partículas, garantindo a higiene do sistema em toda a sua extensão. E mesmo que não haja ponto de água no evento, o sistema de microaspersão permite utilizar um único reservatório vedado, localizado em área técnica, que alimentará toda a rede de microaspersores, assegurando seu funcionamento, sua higiene e a estética do local. 

Já os climatizadores comuns que utilizam aspersão são equipamentos que funcionam em baixa pressão e, portanto, não utilizam um módulo de pressão. Eles atomizam a água pela força centrífuga por meio de um “disco”, produzindo, assim, gotas maiores, que levam mais tempo para evaporar e acabam por precipitar e molhar — o que, além de ser desagradável, pode causar acidentes.

Uma das características desses climatizadores é que são estáticos, ou seja, não oscilam, concentrando a água numa única direção, reforçando ainda mais a ideia de precipitação, não homogeneização da névoa no ambiente e da necessidade de um número maior de equipamentos para atender toda a área. Há uma regulagem manual em cada equipamento que pode ser feita.

No entanto, isso incorre em alguns problemas: se diminuirmos o fluxo de água, pode acabar não fazendo efeito e, se mantivermos um fluxo maior, há grandes chances de molhar e, pior, não refrescar! Se o equipamento for instalado a uma certa altura, torna o ajuste bem mais complicado! 

Uma observação importante em relação aos climatizadores com aspersão é que a água que utilizam fica parada e em contato com o ar, o que pode rapidamente facilitar a contaminação e a proliferação de fungos e bactérias, principalmente nos meses mais quentes!

É preciso lembrar que, uma vez a água aspergida no ambiente, as pessoas respiram essa água e, portanto, ela deve ser extremamente limpa. Nas opções com reservatório acoplado, o problema pode ser ainda maior.

Além do risco de contaminação da água, faz-se necessário encher, um a um, os equipamentos (diferente do equipamento de microaspersão, que utiliza um único ponto de água para abastecimento de todo o sistema) e, uma vez cheios, seu deslocamento é impensável. Ao final do dia, toda a água deve ser descartada  haja desperdício de recursos naturais!

O sistema de microaspersão exige um mínimo de manutenção, que se limita praticamente às trocas de óleo, elementos filtrantes e, eventualmente, de algum microaspersor. Esse último podendo, inclusive, ser lavado e reutilizado. Seu funcionamento demanda baixos consumos de água e energia, não havendo quaisquer desperdícios.

Os climatizadores exigem uma manutenção mais assídua, principalmente pelo fato de que o disco por onde sai a água tende a concentrar fungos, logo, a higienização periódica é imprescindível. 

Quanto ao seu consumo de água, por utilizarem reservatórios, tendem a acumular muita água, que acaba sendo desperdiçada por conta das frequentes trocas que são necessárias para se manter a qualidade e a limpeza.

Saiba qual sistema escolher

Como vimos, são sistemas com características, funcionalidades e resultados diferentes. Logo, na hora de adquirir ou locar um sistema de climatização, tenha muito cuidado com o “barato que pode sair bem caro”! 

A microaspersão pode ser uma grande aliada na hora de produzir um evento ou de instalar em seu negócio ou residência. O ponto de partida será a necessidade de cada um: se você não faz questão de estética, se não há problema em molhar o ambiente, se não for um inconveniente ter que utilizar uma escada para a regulagem do fluxo de água (para os equipamentos fixados em altura) ou, ainda, se o fato de os equipamentos ocuparem espaço em seu local não for um entrave, você pode optar por um equipamento de baixa pressão, que é o caso dos climatizadores.
 
Se a escolha for por um equipamento que seja estético e discreto, que refresque com eficiência sem molhar, que permite uma distribuição homogênea da névoa no ambiente, que demande pouca manutenção, que não precise de nenhuma mudança estrutural e que ainda ofereça possibilidades cenográficas e sensoriais, controle de temperatura e umidade, controle de odorassentamento de partículas, o melhor é recorrer a um produto de alta pressão, como a microaspersão.

Se você ficou interessado em equipamentos de microaspersão e suas aplicações, entre em contato com a Prime Tech.

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