As inúmeras aplicações da Microaspersão

Excesso de calor: conheça os riscos gerados pelo calor no ambiente trabalho

agosto 23, 2019
Tempo de leitura 8 min

Os trabalhadores estão sujeitos a diversos riscos no ambiente de trabalho. Os mais falados são as doenças e os acidentes. No entanto, há outros, como o desconforto térmico. Além de comprometer a saúde do profissional, esses efeitos também interferem na produtividade.

Os riscos físicos no ambiente de trabalho são classificados em: ruídos, umidade, temperaturas extremas, pressão anormal, vibrações e radiações. As temperaturas extremas podem trazer diversos problemas para a saúde, o bem-estar e o desempenho do colaborador, por isso, faz-se tão importante investir em um ambiente agradável de trabalho e que preserve a qualidade de vida do funcionário.

Se você quer saber mais sobre o tema, leia o artigo e aprenda mais sobre o excesso de calor no ambiente de trabalho, seus efeitos, as formas de evitá-los e o que diz a NR17 sobre esse assunto!

O cuidado com o colaborador

Atualmente, um dos grandes valores divulgados pelas empresas é o cuidado e a valorização de seus funcionários e colaboradores, isto é, a prática da sustentabilidade empresarial. As organizações perceberam que é fundamental cuidar do seu público interno para alcançar os principais objetivos do negócio.

É dentro desse contexto que as companhias garantem que seus funcionários trabalhem em um espaço agradável e seguro, visando um ambiente organizacional apropriado, contendo os recursos técnicos que o colaborador precisa para realizar suas tarefas de maneira profissional e segura. Assim, ao cuidar da temperatura ambiente, a empresa encarrega-se da saúde de seus funcionários, oferecendo-lhes condições de trabalho que não comprometem a sua saúde e a sua produtividade.

Ao disponibilizar um ambiente saudável, a empresa garantirá menos rotatividade entre os seus funcionários e uma maior satisfação de seu público interno. Assim, ela cultivará um clima organizacional saudável, demonstrando que o cuidado com o colaborador também faz parte das políticas e dos valores da empresa.

A NR17 e sua regulamentação

As Normas Regulamentadoras tratam das questões ergonômicas no ambiente de trabalho, ou seja, visam cuidar do bem-estar humano ao desempenhar suas funções. Sendo assim, os funcionários não devem ser submetidos à condições de trabalho que comprometam sua saúde física ou mental.

Entre todos os itens abordados entre as NR1 a NR28, destacam-se na NR17 algumas disposições como “equipamento dos postos de trabalho”, “organização do trabalho”, “levantamento, transporte e descarga individual de materiais” e, por fim, as “condições ambientais de trabalho”, característica essa que visa também o cuidado com os riscos gerados pelo calor no ambiente de trabalho.

A NR17, o item 17.5.1, prevê que “as condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado”. A temperatura mais adequada segundo a NR17 deve ser de 20º C a 23º C em lugares como escritórios, laboratórios, salas de projeto. Já a ISO 9241/2011 define que a melhor temperatura fica entre 20º C e 24º C no verão e entre 23º C e 26º C no inverno.

O anexo III da NR 15 também define a temperatura máxima de acordo com o nível de dificuldade de atividades, sendo elas:

  • leves: 32,2º C;
  • moderadas: 31,1º C;
  • pesadas: 30,0º C.

As fontes de calor no ambiente

A fonte mais importante de calor é o sol, que varia conforme o lugar e o horário em que a atividade é efetuada. Isso é relevante quando as atividades são realizadas a céu aberto. Mas podem existir outras fontes que elevam a temperatura, como máquinas de carvão, forjas, churrasqueiras, lâmpadas elétricas de elevada potência (watts) e outras.

Os efeitos do excesso de calor

Devido ao excesso de calor, o organismo acaba aumentando a sua própria temperatura interna (hipertermia).

Para combater a hipertermia, algumas reações acontecem:

  • a sudorese, ou seja, o líquido do corpo transforma-se rapidamente em vapor;
  • a vasodilatação periférica, que possibilita a troca de calor entre o ambiente de trabalho e o organismo da pessoa.

Se o corpo não conseguir manter a temperatura em torno de 37º C (que é a ideal), mesmo com as reações de defesa, os efeitos podem ser:

A desidratação

A desidratação acontece quando o corpo usa ou perde mais líquido do que o ingerido. Essa é uma questão delicada, pois com o excesso de calor é um fator de risco e aumenta a temperatura corporal e, consequentemente, a necessidade de mais fluidos.

A desidratação causa principalmente a diminuição na quantidade de sangue, gerando exaustão, cansaço excessivo, diminuição da produção de urina, dor de cabeça, tonturas e vertigens. A desidratação severa pode levar o trabalhador a ter pele seca e sem elasticidade, pressão arterial baixa, batimento cardíaco rápido e febre.

A exaustão do calor

A exaustão do calor é mais severa, pois, com a diminuição de sais e de líquidos, os sintomas tornam-se mais graves. A dilatação exagerada dos vasos resulta na insuficiência do sangue necessário para alimentar o córtex do cérebro, facilitando a ocorrência de hipotensão — queda da pressão arterial. Além disso, ela pode gerar fortes dores de cabeça, fadiga, tonturas, náusea ou vômito. É normal que a pessoa passe por uma sudorese abundante, sendo o primeiro indício de exaustão.

O choque térmico

O choque térmico pode ocorrer, principalmente, quando trabalhador sai do local de trabalho e vai para o ambiente externo ou, o inverso, quando ele vai do ambiente externo para o ambiente interno de trabalho. Com isso, o núcleo do organismo, de repente e sem preparo, alcança uma temperatura muito alta, fazendo com que o corpo sofra um estresse metabólico, comprometendo algum tecido fundamental que se mantém em contínuo funcionamento.

As câimbras do calor

A sudorese gera perda de sais minerais e de água, inclusive de cloreto de sódio. A diminuição desse sal tende a causar câimbras, ou seja, espasmos musculares graves, contrações musculares fortes nas mãos, nas pernas, nos pés, nas coxas ou nos braços. Normalmente, dependendo da intensidade, o alongamento do músculo pode aliviar a dor.

Desmaio

Ambientes pouco ventilados e muito quentes facilitam a desidratação e a queda da pressão arterial, principalmente, quando o funcionário utiliza roupas pesadas. Os vasos sanguíneos, ao tentarem compensar a desidratação, se contraem e quanto menor a contração, maior podem ser as complicações. Nesse processo, o indivíduo pode entrar em um estado conhecido como hipotensão, isto é, a pressão arterial fica mais baixa do que o esperado, levando-o ao desmaio.

Urticária

A urticária é um tipo de alergia causada pelo calor, ela afeta a pele com o surgimento de pequenos caroços vermelhos que desencadeiam em uma coceira nas áreas afetadas. Ela é muito comum nas costas, no rosto e no pescoço.

Alguns sintomas mais graves podem acompanhar a urticária, como tosse, falta de ar, diminuição da pressão arterial ou inchaço nas áreas afetadas. Caso sejam identificados, é muito importante o acompanhamento médico.

 As soluções para o excesso de calor

Em relação à fonte de calor, o gestor pode variar a potência do equipamento, por exemplo. Já quanto ao funcionário, pode-se aplicar o revezamento, reduzindo o tempo de exposição do colaborador à fonte. Os equipamentos de proteção individual, os EPIs, também ajudam, como luvas, óculos especiais, capuz de material isolante.

Convém ainda monitorar o trabalho do colaborador com exames médicos regulares. É preciso que ele tenha pausas para descanso e para se hidratar com água ou isotônicos. Além disso, é importante que:

  • o espaço seja ventilado e umidificado;
  • a temperatura do local seja controlada via termômetro;
  • a distância entre a fonte de calor e o trabalhador seja ampliada.

Nesse sentido, a climatização por meio da microaspersão de água é uma solução moderna e eficaz. Distribuída uniformemente no ambiente, consome pouca energia e gasta pouca água. Sua instalação é prática e bem mais rápida, pois dispensa alterações na estrutura da construção, e seu custo-benefício é ótimo.

Os benefícios de um ambiente com temperatura adequada

As soluções apresentadas, como a microaspersão de água em alta pressão, ajudam a reduzir a temperatura do ambiente, contribuindo para o conforto térmico dos funcionários. Outra vantagem é que são potencializadas as condições de produção.

A microaspersão ainda contribui no controle da umidade do local, assentamento de particulados sólidos e para a neutralização de odores. Promove, ainda, o conforto térmico de animais em ambientes rurais, feiras ou exposições.

A temperatura ideal evita que os trabalhadores se desgastem rapidamente e contraiam doenças. Indiretamente, reduz a taxa de rotatividade, já que eles se sentirão bem em permanecer em uma empresa que oferece condições de trabalho salutares.

O excesso de calor é um problema para os profissionais, mas com algumas soluções simples e seguindo as normas da NR17, o cenário negativo pode ser revertido.

Notou como determinadas ações podem prevenir muitos riscos para o trabalhador? Se você gostou do conteúdo e percebeu o quanto ele é importante, compartilhe nas redes sociais e leve essa consciência para outros gestores e colaboradores!

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